Estive a algum tempo envolvida em uma aventura espiritual incrível.
Minhas experiências estão aqui sendo relatadas de uma forma justa e imparcial.
Com tudo o que vim a aprender, resolvi compartilhar com um número maior de amigos as minhas descobertas.
Defrontando-me com minhas imperfeições decidi dividir este aprendizado, pois creio que compartilhamos os mesmos medos, inseguranças e as mesmas esperanças.
Hoje, sei que o corpo precisa passar por varias provações e que ele algumas vezes necessita sentir a dor de vários modos, mas com intensidades diferentes para poder aprender suas lições de vida.
Em compensação o espírito, que apesar de ter a oportunidade de escolha e conhecimento de que pode passar na vida, ele também pode escolher o momento de nascer e de morrer.
No nosso estado físico vivemos complicados relacionamentos, no espiritual não.
Como estamos aqui num período de renovação e aperfeiçoamento das nossas obrigações.
Quando entendermos o como é importante perdoar, tiver respeito, tiver paciência, não julgar: estão progrediremos, e aprenderemos muito mais se usarmos a capacidade que temos dentro do coração de amar.
Entendi nesta caminhada que sempre trazemos alguns traços dominantes, tanto nas qualidades como nos defeitos.
E que se não tentarmos corrigir teremos uma vida mais difícil.
Trazemos também habilidades, talentos e traços de caráter adquirido em outras vidas.
Existem níveis diferentes de lições e às vezes é preciso sofrer para atingir alguns deles.
Hoje tenho certeza da ajuda dos mestres espirituais, dos anjos e dos amigos afins de outras vidas.
Minha confiança é tão grande que sinto um maravilhoso bem estar em viver neste aqui e agora.
Se prestarmos mais atenção nas pessoas quê está tramitando em nossa vida, entenderemos muito mais o que temos que aprender e também saberemos quantos débitos já pagamos.
Existem muitas experiências que servem de guia para as pessoas: observando o Insight, o Déjavu, a voz da intuição e a percepção.
As portas de um mundo paralelo abrem-se aos nossos olhos com um encanto e o nosso desenvolvimento pessoas é perfeito.
No momento as pessoas parecem-me ter esquecido a compreensão, o amor, a fraternidade, a fé e a esperança: mas precisamos conhecer bem estas variáveis para podermos demonstrar.
Sabe-se que as pessoas nascem e renascem sempre no mesmo meio, portanto temos todas as oportunidades de consertarmos os relacionamentos e de aprendermos o poder do amor que nos coloca em conexão com o céu e a terra.
Com base na sabedoria divina poderei agora relatar minhas experiências.
Como também sei que quanto mais aprendo, mais me aproximo de Deus.
Sou do signo de escorpião: tenho como natural em minha vida, a intuição aguçada, a percepção e a telepatia.
Sinto-me atraída com os mistérios da vida e sei que nunca estou só.
Converso com meus amigos espirituais, como se conversa com um amigo e sempre obtenho resposta.
Assim vou tocando minha vida pra frente.
Nunca fui de falar sobre isso com minha família, eles sabiam que eu acreditava e que até às vezes frequentava centros de mesa branca, mas isso em casa era passado em branco.
No entanto um dia assistindo televisão em companhia de meu marido, filha e genro: veio em minha mente uma insistente voz. Dizendo que eu deveria fazer uma sessão mediúnica com as pessoas que se achavam em casa.
Estranhei um pouco esta voz, pois sabia que meu marido jamais me tinha visto em trabalho mediúnico e que ele não acreditava.
Porém a voz era mais forte e então num imediato instante falei:
Hoje à noite mostrarei para vocês uma coisa diferente.
Olharam-me espantados e não tendo idéia do que eu faria, continuaram a ver o filme.
Ao aproximar-se das vinte e uma horas, fui tomar banho, vesti uma roupa branca, preparei a mesa com uma toalha também branca, acendi uma vela e pegando um bloco para anotações: pedi para todos se sentarem ao redor da mesa.
Fiz uma oração do Pai Nosso e assim começou minha grande experiência mediúnica espiritual.
Nesta época minha filha e genro moravam em uma chácara fora da cidade.
E eles tinham contratado uma pessoa para cuidar do serviço do lugar.
Porém de certa forma a presença deste individuo não deixava minha filha tranquila.
Por muito tempo ela foi perturbada por um mesmo sonho que a deixava sobressaltada, pois tinha violência e morte.
Este sonho esquecido por um bom tempo: voltou com muita intensidade a partir do momento em que contrataram o empregado.
Ela passou a sentir medo de ficar em casa sozinha.
Eu senti que neste dia ao nos visitar: estava sendo instruída para fazer uma sessão, porque existia um recado para ela.
DURANTE A SESSÃO:
O espírito amigo se manifestou, falou para ela que não deveria voltar para a chácara, pois o caseiro era a pessoa que em outra vida a tinha ferido e que se ela não saísse de lá o fato poderia vir a se repetir.
O susto que sentimos foi muito grande, pois o medo de minha filha era real.
Terminada a sessão, conversamos muito, trocamos idéias do que poderíamos fazer, eles moravam lá há uns três anos.
Mesmo assim sentindo um pouco de descrença, surpresa e medo, resolveram que ela ficaria em nossa casa e meu genro voltaria para a chácara, onde despediria o infeliz.
Lá chegando, porém encontraram o empregado bêbado e com atitudes esquisitas, com muita raiva.
Aproveitando a ocasião o meu genro junto com seu pai, dispensarão o homem: que esbravejou e até os ameaçou com uma faca na mão.
A briga foi tão grande que outros vizinhos tiveram que intervir para que o moço fosse embora.
Apesar de despedido, por um bom tempo ainda ele ficou rondando a casa.
Passava sempre bêbado, dizendo palavras de baixo calão e com atitudes ameaçadoras.
Graças a muita oração a favor da alma deste infeliz; ficamos sabendo que ele tinha ido para outra cidade, desaparecendo assim de nossa vida.
Então, a partir deste dia minha filha não teve mais o dito pesadelo.
Como isso levou mais ou menos um mês para ser resolvido, o casal decidiu que ficariam na cidade, pois lá sempre estariam vulneráveis a misteriosos acontecimentos.
Assim começamos a fazer sessões continuas que era uma mistura de curiosidade com a vaidade de estarmos recebendo mensagens dos irmãos do outro lado.
Iniciaram-se assim os incríveis testes pessoais.
Fazíamos sessão todos os dias com hora marcada.
Preparávamos durante o dia anotando tudo o que queríamos perguntar e sempre antes de cada sessão, meditávamos por uma hora, cada um em um cômodo, sem interrupções.
Entramos assim em uma interessante disciplina de vida. Passamos a nos vestir sempre de branco e íamos à missa todos os dias.
Eu acordava sempre a quatro da madrugada para rezar, nossa alimentação modificou.
Comíamos pouca carne e por incrível que pareça, conversávamos muito mais.
A televisão ficou um pouco de lado.
Tínhamos sempre muitos assuntos para serem revistos e os fazíamos com prazer.
Meu marido criado católico contestava demais o que os mestres espirituais diziam.
Os diálogos por vezes o deixavam muito nervoso, mas por curiosidade ou teimosia, ele estava sempre presente.
Anotando tudo o que se passava na sessão num grande caderno.
Nunca em nenhum momento recebemos um espírito malcriado ou ouvimos palavras que nos ofendessem durante as sessões.
Sempre sabíamos quem estava comunicando-se pelo modo como falava o português e também com o tempo fomos conhecendo o nome de cada um.
Por muitas vezes meu marido discutia sobre alguma passagem da Bíblia com os guias e recebia em troco ensinamentos maravilhosos. Recebemos orientação dos livros que deveríamos ler e avisos das pessoas que deveríamos ajudar, até mesmo só com uma visita cordial.
Um dia recebi a mensagem de que deveria visitar minha irmã, pois ela estava nos deixando, o que de fato aconteceu durante este tempo de nossa experiência espiritual.
E que estas visitas fariam bem para o espírito dela, e nos cumprimos o pedido com carinho a satisfação.
Recebíamos recados para quais pessoas deveríamos orar outros para as que tínhamos que perdoar para que o desenvolvimento espiritual não fosse truncado.
Quando meu pai morreu, ele se encontrava separado de minha mãe já há alguns anos.
E como ela sentia muita raiva dele, eu passei a sentir sua tristeza e sua necessidade do perdão dela.
Assim numa das sessões um dos mentores informou-me que deveria falar com minha genitora.
Para que ela entendesse o quanto estava impedindo a evolução espiritual do meu pai: por causa do seu ódio.
Pois energias negativas chegam até ele, prejudicando-o e prendendo-o no mesmo estágio evolutivo. Conversei longamente com minha mãe: ela chorou muito e compreendeu indo logo em seguida na igreja orar para ele.
Como o coração dela abrandou-se, eu senti mais serenidade ao pensar no meu pai.
Por muitas vezes recebi a incumbência de que deveria orar para determinadas pessoas, e com outras eu deveria colocar a mão onde ela tinha dor ou outro problema.
Recebíamos assim uma total transmissão de energia, amor, e fé. Mas sabíamos também que tínhamos muito ainda para aprender.
Certo dia, eu acordei com muita dor no joelho.
Não tinha caído e nem tinha reumatismo.
Quando chegou à hora da sessão, perguntei por que estava sentindo tanta dor.
Os guias falaram que estava recebendo um sinal de que alguém tinha se machucado.
Imediatamente após o termino da sessão, telefonei para minha irmã, para saber se estava bem e acabei por descobrir que ela tinha caído e machucado muito o joelho.
Assustada, orei muito pedindo para não sentir desta maneira o sofrimento dos outros.
Coisa que não aconteceu de imediato.
Como sempre fazíamos, dia após dia estávamos aprendendo como entender as imperfeições da nossa personalidade e também a lidar com os medos de cada um...
Assim fomos sendo testados e compreendendo em que poderíamos mudar.
Tivemos que enfrentar os nossos demônios frente a frente.
Uns dias eram testados no orgulho, outro na vaidade, no preconceito, na luxuria, na raiva, no medo, na gula e muitas coisas mais.
Fizeram com que pensássemos com mais respeito sobre nós mesmos e sobre os outros.
Comecei a perceber neste dia o que é o respeito por si, e como deixamos de usá-lo.
Fazemos tantas promessas para nós mesmos que não cumprimos?
Que até esquecemo-nos de quem somos nesta frágil existência.
Amanheci com um terrível ataque de asma.
Nunca sofri deste mal!
Na minha família quem tem este problema é meu neto e minha irmã.
Como já tinha tido esta experiência com a dor.
Orei perguntando quem estava sentindo o que eu recebia no momento.
A resposta veio durante a noite, estava recebendo a carga que meu neto receberia e que eu tinha o poder de curar.
Perguntei como poderia fazer isto:
- Meu guia respondeu que deveria ir para Aparecida do Norte orar pelo meu neto e depois ir para o Rio de Janeiro visitá-lo.
- Era onde minha outra filha morava.
Com uma fé inabalável segui para fazer o que deveria e fomos todos para a aventura.
Instalamo-nos em um simples hotel e fomos para a Basílica rezar.
Nesta época encontrava-me inteiramente integrada com Deus e com a natureza.
Maravilhada com a enorme energia que emanava da igreja, ajoelhei-me e comecei a orar.
Minha mão começou a crescer, ia ficando do tamanho da Basílica.
Encontrava-me em profunda meditação e orando com os olhos fechados: senti o lugar tremer aos meus pés.
O banco em que meu marido estava balançava como uma folha de papel.
Eu sentia a vibração de minha mão que no momento estava imensa, tão grande que estava cobrindo a igreja e o chão estava agitando-se como as ondas do mar.
Quando terminei, perguntei ao meu companheiro se ele estava mexendo o banco.
Ele respondeu que jamais poderia fazer isto, pois ele era de pedra.
Naquela noite durante a sessão, agradeci à deslumbrante
experiência que tinha tido.
Acho até que neste dia sai do meu corpo físico e flutuei no espaço.
No outro dia viajamos para visitar o meu neto.
Lá chegando, fui logo perguntando se ele estava bem; minha filha respondeu que ele levantará dias atrás com uma crise violenta e que ela passará como por encanto.
Isto aconteceu há mais de deis anos e meu neto nunca mais tiveram crises desta doença.
Outro interessante fato ocorreu enquanto estávamos em viajem.
Fomos todos para a praia passear, gostamos muito de brincar na água; quando cansei revolvi ficar sentada no raso, apreciando meus netos pulando as ondas.
De repente senti um peixinho circulando e vindo beliscar o meu peito.
Ele passava por entre as minhas pernas.
Assim coloquei o rosto dentro da água para ver o que ele fazia e senti um grande carinho quando ele brincava entre meus cabelos.
Qualquer barulho que ele sentia dentro da água, escondia-se junto ao meu corpo.
Peguei-o muitas vezes e ele ficava quietinho.
Chamei os meus netos para verem o que o peixe estava fazendo; algumas pessoas que estavam a minha volta, achara muito estranho o peixinho não ter medo de mim e nem de fugir.
Assim ficamos brincando por uns quarenta minutos.
Só depois de correr por volta do meu pescoço e beliscar minha orelha é que ele foi embora.
Tinha ele mais ou menos deis centímetros.
Confesso que senti um aperto no coração.
No outro dia levantei-me de madrugada para ver o arrastão com a esperança de NÃO encontrá-lo na rede.
Senti que estive em comunhão com um ente querido de outra vida, e com lágrimas nos olhos senti saudades.
Acho que em alguma outra vida vivi esta experiência, mas que era com um ser humano e que também ocorreu um encontro, onde trocamos carinho e amizade fraternal.
Jamais vou esquecer esta integração que compartilhei com o mar.
Depois desta agradável aventura, voltamos para casa e retornamos a vida normal.
Nesta época à filha que agora estava morando comigo não tinha filhos e não os queria por enquanto.
Foi durante uma sessão que veio uma entidade pedindo permissão para conhecê-la e falar.
Como nós estávamos principiando a conhecer os mistérios da espiritualidade, demos o consentimento sem saber bem ao certo o que viria a acontecer. A partir daí, este espírito sempre vinha; conversava com o casal, estudando detalhes dos dois e sempre os interrogando para conhecê-los melhor.
Um dia perguntou:
- Porque ela não tinha filhos?
Surpresa ela respondeu que estava esperando melhorar as finanças, pois tinham planos de morar no exterior, onde o marido faria uma especialização.
Nesta noite o espírito identificou-se como sendo o filho que iria nascer e eles não estava permitindo.
Minha filha começou a chorar e depois conversou muito com o seu marido sobre o ocorrido.
Desta maneira o espírito foi pouco a pouco abrandando o coração do casal.
Até que um dia pediu para estar presente numa festa que estava para acontecer.
Ele queria conhecer o resto da família.
Não demos muita importância ao fato e deixamos os dias passarem.
Uns dois meses depois fomos todos almoçar na casa de minha irmã; era seu aniversário que por sinal foi o último.
Eu estava com meus dois netos, pois minha outra filha tinha saído em viajem.
Estávamos na casa de minha irmã, para degustarmos um delicioso almoço.
Minha neta que na época estava com seis anos e era uma criança bastante arredia com as pessoas, ficando sempre comigo.
Era chorona e muito gulosa.
Começou a agir de uma maneira estranha; quando foi servido o almoço ela perguntava tudo para a tia, parecendo não conhecer muita coisa.
Não, quis comer carne e escolhia as verduras cuidadosamente, comendo direitinho com garfo e faca.
A tia que estava servindo-a acha que de certa maneira ela estava fazendo manha e continuou a servi-la; até que percebeu em seu olhar uma diferença e imediatamente chamou a minha atenção. Minha neta percebendo o espanto da tia, ligeiramente desviou o olhar e foi aconchegar-se no colo do avô, que estava dormindo na poltrona descansando depois da refeição.
Por costume ela não mais dormia depois do almoço desde os seus três anos e o interessante é que pediu para o avô contar historinha e assim adormeceu no seu colo.
Foi então que meu marido perguntou se ela estava doente, só pelo fato dela ter ido para o colo do avô já era um bom motivo da surpresa.
Começamos a reparar que ela realmente estava diferente; agia como se não nos conhecesse.
Minha irmã deu para ela brincar um anel que brilhava muito.
A alegria da menina foi tão grande que até minha irmã achou graça.
Colocou o anel no dedo e falava que era uma estrela.
Tínhamos que ir a casa dela para alimentar o cachorro.
Ao chegarmos a casa, ela demonstrou medo do animal e escondeu-se atrás da tia; em nenhum momento deu sinal de que morava ali.
Quando de lá saímos, observava tudo e estava muito gentil.
Paramos para tomar sorvete; perguntamos que sabor ela queria. E na maior dificuldade em escolher pediu ajuda para a tia que imediatamente explicou como lamber o sorvete, mais ela estava preocupara demais com o vestido que estava ficando melado.
Levamo-la para lavar as mãozinhas e com todo o cuidado, tirou o anel e deu para a tia segurar.
Minha neta normalmente comeria dois sorvetes e nem estava aí para sujar o vestido.
No entanto quando chegamos a minha casa, ela simplesmente voltou a ser a mesma de sempre.
Naquela noite perguntamos por que minha neta estava tão diferente e os guias responderam que, tínhamos recebido uma visita através da permissão do espírito de minha neta.
Ela era o espírito que viria a nascer do bebe da outra filha.
Depois deste acontecimento minha filha aceitou completamente a maternidade.
Ela gostaria de ter um filho homem, no entanto a entidade falou que seria uma mulher, muito especial e que contribuiria com o crescimento espiritual do casal.
Orientada como proceder para conceber esta filha, eles fizeram tudo direitinho e assim começou o período de gestação com muitas experiências fabulosas.
Tendo uma integração muito bonita com o bebe, ela sentia-se bem e em total harmonia com o universo.
Meditava abraçando uma árvore e sentia a resposta.
Se comesse coisas azedas e neném a deixava perceber que não lhe agradava.
Telepaticamente ela sentia quando o bebe estava feliz.
Com o pai tinha outras amorosas reações.
Foi uma gestação muito boa, minha filha sabia até o que o neném gostava entre cheiros e sabores.
Passamos por um aprendizado muito gratificante.
Como sempre continuávamos a meditar, sentíamos as respostas em todos os lugares e usufruíamos mais da natureza.
Esta criatura que nasceu é uma criança maravilhosa, calma, não aprecia muito carne e nem coisas azedas.
Ela é um anjo da nova era!
Por muito tempo fomos aprendendo da vida daqui e da lá.
Aprendi a desenvolver o meu próprio mestre interior, a usar os meus próprios atributos, retirando da vida verdadeiros benefícios entrando em constantes mudanças e conhecendo mais de perto minhas reais habilidades e limitações.
Neste meio tempo minha sogra faleceu, como ela morava muito longe meu marido não foi no enterro.
Recebi o recado de que ela ficara muito triste e sentira a falta dele no velório.
Sabemos que o espírito sente muita falta dos fluídos do amor das pessoas queridas.
E que lembrado só as coisas boas, mandamos energia positiva para a evolução do espírito.
Aprendemos também que quando temos pensamentos negativos, estamos atrasando, segurando aqui o espírito desencarnado e atrapalhamos seu desenvolvimento.
Um dia um mentor nos falou com muita brandura que apesar de sermos bem intencionados, éramos ignorantes espirituais e que deveríamos estudar a doutrina e se possível frequentar um centro como escola.
Assim o fizemos e passamos a ir às reuniões e receber ensinamentos da doutrina de Alan Kardec.
Estudamos muito, porém percebemos depois de algum tempo que poderíamos ir buscar mais conhecimento, estudando outras filosofias, pois o que já fazíamos nos indicava outro caminho.
Com a telepatia bem desenvolvida, seguimos nossa rotina de todos os dias.
Um dia estando minha filha e marido passeando na chácara; ele comeu alguma coisa que o deixou com uma violenta dor no estomago; precisando até ser internado no hospital.
Como a chácara fica longe e eles não estavam de carro no momento, um vizinho prontificou-se para levá-los para o patrimônio mais próximo, onde minha filha poderia telefonar-me e foi o que ela fez.
Quando recebi o recado, meu marido não estava em casa, tinha saído para o ensaio da orquestra onde tocava violino.
Diante do pedido de socorro, me concentrei e comecei a chamar o meu companheiro telepaticamente.
Mandando mensagens para que ele retornasse logo para casa, pois deveríamos ir buscá-los o mais rápido possível.
Não tinha passado meia hora meu marido voltou; dizendo que sentira necessidade de vir embora, tanto que não quis ir ao ensaio e nem na casa do colega tomar um cafezinho.
Quando ele chegou, fiquei maravilhada, pois ele conseguira sentir meu chamado.
A par da situação; fomos buscar o doente.
No hospital meu genro teve que fazer lavagem estomacal, estava com uma violenta intoxicação.
Depois de devidamente medicado, voltamos para casa e eu agradeci aos meus guias, aos anjos, por toda ajuda que tivemos.
Orei com muito amor e gratidão.
Minha intuição sempre me avisa quando minhas filhas estão com algum problema ou simplesmente chateadas, então pego o telefone e ligo para elas.
È muito bom estarmos abertos para a magia que vem do mundo espiritual.
Estudar estes assuntos tornou-se um processo de mudanças em nossas vidas.
Colocamos o dedo em feridas antigas, mexemos com os traumas da infância e aprendemos a jogar fora o lixo acumulado.
O como nos reagimos está dentro de cada um e o proveito que tiramos de tudo isto, pautou nossos caminhos.
Onde vamos aplicar o que aprendemos está no livre arbítrio de cada um.
Hoje sei o quanto é bom ter animais em casa.
Por muitas vezes meus cachorros ou gatos, sofreram doenças, atropelamentos, choques, queimaduras que poderiam ter acontecidos com os membros da família.
Eles captam as energias negativas como se fossem pára-raios, nos evitando muito sofrimento.
Aprendi também que ao criticarmos pessoas estamos nos colocando no mesmo nível de negatividade e passamos a transmitir e a expor o pior de nos mesmo.
Na critica nos sentimos poderosos.
Nosso ego sente-se superior e menosprezamos o criticado, como se fossemos os donos da verdade.
E neste momento, estamos é sim nos desrespeitando, com estas considerações fúteis e inconsequentes.
Como água de um cauteloso rio, vamos sendo levados para diferentes direções nesta jornada e sempre damos de cara com os nossos limites.
Perdi muitas pessoas de minha família em curto espaço de tempo, mas não sofro; encaro a morte como um fenômeno maravilhoso onde simplesmente se dorme e se acorda em outro estágio de evolução.
Aprendi que o espírito pode voltar com a finalidade de pagar as dívidas dos pais.
Sei que marcas de nascença ficam; onde antigamente foram feridas graves.
Pessoas que se encontram em coma, estão em estado de suspensão.
As que estão prontas para morrer vão ao encontro da luz.
As que ainda têm alguma coisa para terminar nesta vida; retornam.
Sentindo toda a dor da situação.
Outra que hesitam no retorno perde a oportunidade de realizarem o que deveria ser feito no estado físico.
O ESTADO FÍSICO É NORMAL.
O ESPIRITUAL É NATURAL...
A VIDA É UMA ATIVIDADE, E A MORTE É UM REPOUSO.
Sempre estarei envolvida com os mestres, os amigos espirituais, com os anjos e com os mentores.
O medo é uma grande perda de energia.
O medo é um dominador interno, ele tira as sensações, tolhe a aventura, cria obstáculos.
O medo nos empurra para sermos vitimas de nossa própria escolha.
Como os problemas estão na superfície; vamos fazer das nossas escolhas um ato divino.
Não podemos apressar a vida, não tem horário fixo, ela é selvagem.
Este é como disse: um relato sincero de tudo o que passei nestes últimos anos.
AUTORA: FLAVY